DPSP reduziu em dez dias o tempo médio de contratação operacional após 45 mil entrevistas em noventa dias

redação DigAí5 min de leitura
DPSP reduziu em dez dias o tempo médio de contratação operacional após 45 mil entrevistas em noventa dias

Em 90 dias usando a DigAI, a DPSP, holding dona das marcas São Paulo e Drogaria Pacheco, conduziu 45.808 entrevistas em duas frentes simultâneas: vagas operacionais de loja e vagas administrativas do corporativo. O tempo médio de contratação nas vagas operacionais caiu de 21 para 11 dias. Nas administrativas, de 40 para 29. Esses números aparecem primeiro em qualquer apresentação do case. Mas eles não são a história. São consequência dela.

O que mudou na proporção do funil

Com a entrevista por IA fazendo o filtro inicial, a proporção se inverteu.

Indicador Antes Depois
Candidatos aderentes a cada 10 que chegam ao recrutador 2 8
SLA médio — vagas operacionais 21 dias 11 dias
SLA médio — vagas administrativas 40 dias 29 dias
Entrevistas conduzidas em 90 dias 45.808
Frentes de vaga simultâneas 2

Hoje, a cada dez candidatos que chegam ao recrutador da DPSP, oito chegam aderentes. A decisão final não foi automatizada — continua sendo do recrutador, como deve ser. Mas o recrutador decide entre perfis que já atravessaram um filtro estruturado: entrevista por competência registrada, critérios avaliados, aderência aos requisitos da vaga já medida.

A conversa final deixou de ser sobre eliminar candidato. Passou a ser sobre escolher entre candidatos que têm chance real. Essa é uma mudança de natureza do trabalho do recrutador, não só de volume. E é essa mudança que sustenta a queda no SLA.

Quando oito em cada dez candidatos que chegam estão aderentes, o tempo de fechar uma vaga diminui não porque o processo está rodando mais rápido em velocidade bruta, mas porque há menos retrabalho: menos entrevista que não leva a nenhum lugar, menos shortlist que precisa ser refeita, menos contratação que se desfaz em três meses.

Por que o ganho foi maior em vagas operacionais do que em administrativas

Há uma assimetria nos resultados que vale observar: o ganho de tempo foi proporcionalmente maior nas vagas operacionais, quase metade do SLA cortado, de 21 para 11 dias, do que nas administrativas, onde a redução foi de onze dias em quarenta.

Essa diferença não é defeito de método. É reflexo de como cada tipo de vaga se comporta.

Vaga operacional de farmácia tem volume alto, perfil mais aberto, e aderência principal de natureza comportamental. É o tipo de vaga em que eliminar candidato desalinhado cedo no funil rende muito em tempo, há mais candidatos para filtrar e o critério de corte é mais direto de operacionalizar em entrevista estruturada.

Vaga administrativa tem volume menor, perfil mais específico, e aderência que envolve histórico técnico e experiência prévia. O filtro inicial ajuda a eliminar candidatos claramente fora do escopo, mas a decisão final exige mais tempo de conversa qualificada, mais avaliação do gestor, mais alinhamento cultural. Onze dias a menos nesse contexto tem peso próprio, é menos tempo entre a saída de um profissional e a chegada do substituto em um tipo de cargo onde a curva de aprendizado é longa e o custo de uma contratação errada é mais visível.

O ponto técnico relevante é que o método funcionou nas duas frentes ajustando o filtro conforme o perfil da vaga. Não é ferramenta exclusiva de alto volume operacional. Funciona em alto volume e funciona também em volume menor com critério mais exigente.

O que 45 mil entrevistas em noventa dias representam operacionalmente

O volume de 45.808 entrevistas em noventa dias significa, em média, mais de 500 entrevistas por dia útil rodando de forma contínua, distribuídas entre vagas operacionais e administrativas simultaneamente.

Para o time de recrutamento da DPSP alcançar esse volume via triagem manual, seria necessário deslocar uma estrutura dedicada exclusivamente a phone screening em escala — custo que não se encaixa na operação de uma rede de varejo farmacêutico onde a pressão de reposição é constante e o recrutador precisa estar disponível para as etapas que exigem julgamento humano, não para triagem de volume.

O que a operação com a DigAI liberou não foi apenas tempo de SLA. Foi o tempo do recrutador para o trabalho que faz diferença na qualidade da contratação.

O que este resultado indica para varejo de alta reposição

Farmácia não pode operar com vaga aberta. O balcão sem atendente é receita não realizada e atendimento comprometido no mesmo turno. A pressão de reposição é estrutural e contínua, não é pico sazonal, é o ritmo normal de uma rede com esse nível de capilaridade.

Nesse contexto, o custo de um processo de triagem ineficiente não aparece em uma linha do demonstrativo de resultados, mas está distribuído pela operação: no recrutador ocupado com candidato que não deveria ter avançado, na loja que opera abaixo da capacidade enquanto a vaga não fecha, no profissional contratado às pressas que sai em três meses e reinicia o ciclo.

O case da DPSP documenta o que acontece quando o filtro inicial opera em escala com critério estruturado: o funil inverte, o SLA cai, e o esforço do time de recrutamento se concentra onde ele tem impacto real.

Sobre a DigAÍ

A DigAI é uma Talent Intelligence Platform brasileira que usa ciência de dados como núcleo do processo de recrutamento. A premissa da empresa é que o sucesso de um profissional em uma função específica não depende de intuição, é um padrão comportamental mensurável, que pode ser mapeado e replicado. Para isso, a plataforma analisa 8 dimensões comportamentais e 48 dimensões de sentimentos a partir de interações reais com candidatos, gerando um score multidimensional que combina comportamento, capacidade técnica, análise de emoções por voz e similaridade com perfis de alta performance já mapeados. A inteligência não opera de forma genérica: é calibrada por vaga, por empresa e por histórico real de quem performa bem naquela cadeira específica.

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